Outro dia publiquei isso no meu face, é mais ou menos o resumo do que eu realmente penso sobre ser ou não se "internacionalista", como dizem, embora este termo tenha diversos significados como pude verificar depois de uma rápida pesquisa. Mas neste caso, é a palavra que vou usar e que vi usarem, relacionando-o ao assunto tratado no meu post. Este clipe é de uma banda aqui do Rio Grande do Norte, nunca os assisti ao vivo. Eu curto coisas alternativas, embora nem pareça se as pessoas fossem me julgar pela aparência, mas meus amigos sabem que gosto. Eu cresci em Brasília, acho difícil não gostar de rock e música internacional se ouço desde criança. Este clipe foi filmado em Natal. "Eu curti esse som, é verdade. Embora eu ache cômico-interessante-estranho esse amor que tenho(temos?) de cantar em inglês. Outro dia fui indiretamente chamada de internacionalista (acho que todo professor de inglês - e qualquer outro idioma que não seja português - em algum momento é chamado disso, mesmo que indiretamente). Creio que eu não seja a única neste imenso Brasil que gosta tanto de falar e cantar neste idioma. Queria saber explicar o porquê, por que eu realmente não encontro explicação. Eu acho que até falo português direitinho, pra não me dizerem que eu deveria aprender primeiro meu idioma nativo antes de qualquer outra coisa. Na verdade, se dependesse de mim, eu aprenderia mais de 5 idiomas diferentes pelo menos, aprenderia a tocar mais de 5 instrumentos pelo menos, conheceria mais de 5 países pelo menos, faria um bocado de cursos de graduação pelo menos, ou seja, não me cansaria de assimilar conhecimentos em áreas diferentes, de culturas diferentes, de sons diferentes, simplesmente por que eu sou assim. Simplesmente por que acho muito legal poder me comunicar utilizando vários códigos verbais/não verbais e sonoros. Prefiro que digam que sou alguém que não se prende só ao que é produzido e/ou existe no meu país, que não me prendo somente ao que eu aprendi, mas que busco aprender sempre. De qualquer forma, ser chamada de internacionalista por que eu também amo outro idioma é um pré-conceito, ou talvez um conceito que nem seja tão pejorativo, será? É certo que não vou ficar mostrando uma adoração por bandeiras e símbolos que não representam a minha pátria só por que gosto deste idioma. Gostar do idioma é uma coisa, fingir que nasci e cresci em outro país é algo completamente diferente."
Pois é, amar outros idiomas não significa desamar o meu idioma nativo ou a minha pátria.
Então... Falar sobre quem somos. Bem, eu não creio que isso seja fácil, embora aos 29 anos de idade já tenhamos alguma ideia. Já deu tempo de escutar elogios, críticas e também de serem feitas muitas observações. Eu tenho certeza que eu sou engraçada porque meus amigos riem muito comigo, não que eu queira ser engraçada, mas acho que é natural, eu devo fazer coisas que eles acham engraçado, deve ser isso. Minha risada deve ser mais engraçada do que as coisas que faço e falo, pois diversas vezes eu comecei a rir e quando olhava para os meus amigos novamente, estes já estavam chorando de rir e daí começava uma crise interminável de riso, que eu acho, particularmente, maravilhoso quando acontece. Eu gosto de pessoas que riem gostoso, que não tem medo de dar risada, que não acham que risada é demonstração apenas de nervosismo, mas sim que também estamos incontrolavelmente nos divertindo com alguma bobagem. Eu rio de nervoso também, mas só quando fico com vergonha de algo. Em momentos sérios eu não tenho vontade de rir. Conheci pessoas que começavam a rir quando se começava a falar algo sério com elas. Eu não gosto de conversar com alguém sobre algo sério e esta pessoa começa a rir incontrolavelmente na minha cara, me sinto mal, é como se a importância do que eu estou falando fosse zero. É, eu tenho muitos lados. Um lado divertido e um lado sério, bastante sério. Sobre a minha seriedade o que eu tenho a dizer é que com o tempo fui aprendendo a viver a vida de forma mais leve, mas às vezes não consigo fugir da situação de ser muito autocrítica ou de criticar mentalmente as pessoas que eu acho que são diferentes demais de mim. Na verdade eu não me preocupo tanto com as pessoas que se diferem de mim, me preocupo mais com as pessoas que eu gosto de verdade e às vezes sou crítica com elas. Eu aprendi a ser crítica, eu tenho certeza disso. Eu costumo dizer o que eu penso, embora eu não goste de magoar ninguém, mas em algumas situações não consigo controlar minhas opiniões e isso deve magoar bastante, embora eu tente de todas as formas não magoar. Perco a oportunidade de me sentir melhor quando não falo e perco a oportunidade de evitar atritos quando eu falo. É estranho isso. Por diversas vezes tenho optado por ficar na minha que parece ser mais lucrativo. Se me incomoda, é melhor eu me afastar. Mas e se for algo que vem de alguém que amo? Aí o jeito é aguentar o máximo que se pode(não tudo), ainda mais se tratando de ligações sanguíneas. Me disseram que esse cachorrinho é a minha cara, hahaha!
Tenho inseguranças. Eu tenho certeza que sou bonita, mas porque cargas d'água, eu me sinto diversas vezes menos bonita que as outras, mais desengonçada que as outras, gorda demais, feia demais, etc. demais? Era para eu ter mais confiança nisso. Às vezes acho que dou importância em demasia para a aparência. Não, eu não escolho "homens-modelo" para me relacionar. Não, eu não sou modelo, muito pelo contrário, sou gordinha, tenho nariz de batatinha, bocona, sou baixinha e mesmo assim ainda me acho bonitinha. Então por que acho que dou tanto valor para a aparência? Será que foi o bullying na infância (existe algum ser nesse mundo que nunca sofreu bullying?). Quando eu era criança me chamavam de todos os apelidos possíveis para gordinhas, embora eu nunca tenha sido exatamente obesa, inclusive o primeiro menino que gostei na vida. Quando fiquei adolescente, os amigos do meu irmão me chamavam de monga, devido à minha forma de andar totalmente desengonçada (que até hoje tento corrigir) e ao fato de ser meio rechonchuda na época. Bem, na época isso me afetava muito, ainda hoje me afeta. Em determinada ocasião em que eu estava estagiando, já na faculdade, vi de longe um colega meu que eu adorava inclusive, imitando a forma que eu andava para os meus outros colegas de estágio e vi todos rindo. Me senti muito mal neste dia. Eu já namorava, mas mesmo assim, o fato de meu namorado na época dizer milhões de vezes que eu era linda e blá blá não me ajudava a me sentir tão bem. E depois que meu namoro acabou e pelos motivos que acabou me senti ainda mais feia. Nesta época perdi meu apetite, emagreci devido a frequentar a academia (que me ajudava a relaxar) e por que eu não sentia muito prazer em comer. Nesta época fiquei mais bonita (embora isso seja contraditório, se eu levar em conta que só emagreci por que sofri), meu andar continuava desengonçado, mas os rapazes começaram a me notar mais, é claro que eu queria mesmo ser notada, queria encontrar alguém que me amasse, embora até hoje, quase 3 anos solteira, ainda não tenha acontecido.Acho que me tornei uma pessoa muito carente. Eu tenho carinho dos meus pais(ao modo deles), da minha irmã, da minha sobrinha, da minha ex-cunhada, dos meus amigos, mas aquele outro tipo de carinho de vez em quando faz muita falta. Mas também parei de criar na minha mente a existência de homens perfeitos para relacionamento. Mas acho que há de existir um perfeito para conviver bem comigo e gostar de quem eu sou e que seja recíproco, mas deixarei este assunto para depois. A carência de qualquer afeto que eu não tenha hoje em dia está sendo bem preenchida pelas minhas boas amizades e pelo prazer que tenho em trabalhar e viver a minha vida do meu jeito. Todos temos defeitos e devemos estabelecer um bom convívio com eles.Talvez eu nunca deixe de ser desengonçada e quem um dia vier a me amar nem vai ligar pra isso, quem liga para estes tipos de defeitos quando a outra pessoa simplesmente nos faz bem? Eu sou sensível, mas também sou forte. Já vi muita coisa na minha vida que gostaria de não ter visto, já passei por situações que não gostaria de ter vivido, já sofri feito o cão. Não, eu nunca passei fome. Espero nunca passar. O que eu quero dizer é: embora eu não tenha sofrido ou sofra tanto quanto muitas pessoas sofrem neste mundo eu já passei por algumas provas para saber se sou uma pessoa forte ou não. Já pensei muita besteira, já quis ir embora dessa vida, já quis fazer estrago, mas isso passa, passa sim, passa por que temos que manter a luz dentro de nós sempre acesa, pois a vida não deve ter sido nos dada à toa. Como posso ser sensível e forte ao mesmo tempo? Talvez porque quando é pra sofrer eu não consigo agir de outra forma que não seja realmente sofrendo. Sou forte, por que eu consigo superar os sofrimentos e elevar minha vida a patamares melhores. Sou generosa. Embora muitas vezes eu não saiba se isso é bom ou ruim. Consigo ajudar ajudar e depois me lascar todinha. Consigo ajudar e ajudar e me sentir muito feliz por ter ajudado. Consigo ajudar e ajudar e nunca receber reconhecimento por isso. Consigo, inclusive, ajudar outras pessoas a se tornarem melhor e essa foi uma das coisas importantes que já vi acontecer na minha vida. Acho que não consigo mais falar sobre quem eu sou por hoje, acho que com o tempo dá pra ter alguma noção sobre a minha personalidade de acordo com o que eu for escrevendo e publicando aqui. Até o próximo post!