terça-feira, 26 de novembro de 2013

Bandas e cantores britânicos, irlandeses, suecos, americanos, etc....

Eis algo que queria ter explicação para dar: por que gosto da música desse povo da terra da rainha? Acho que é o sotaque, que acho lindo, lindo mesmo. Embora eu ache difícil de falar como eles. Mas também, qual a necessidade? Não sou de lá nem vivi lá mesmo.  Acho o povo dessas bandas e os cantores extremamente charmosos, como se já não bastasse gostar do sotaque. Eu tenho um negócio com sotaques, acho que parte da minha atração pelas pessoas provém do som das suas vozes. Talvez eu seja muito musical e as vozes tem que soar como música mesmo.
Óbvio que tudo nas minhas bandas favoritas e cantores favoritos é manipulado para que nós, meros fãs das suas músicas, os "adoremos". Sei que tudo começou com Beatles, ou será que foi com Elton John? Nunca tenho certeza. Desde que me entendo por gente, gosto de músicas consideradas  "tristes" por alguns, será que tenho algum problema? Sei que meus pais sempre souberam disso, ganhei uma vez o 1, aquele da capa vermelha, dos Beatles, e tinha também o Across the universe (promessa de fim de ano: assistir o filme-musical). Tinha um com as melhores músicas do Elton John também, não sei onde foram parar, sinceramente (sim, eu sei, sou meio desorganizada). Me encantei por Tears for Fears, que inclusive fizeram show em Brasília quando eu tinha 13 anos, eu doida pra ir, mas não podia. Depois o Queen, que minha mãe sempre gostou muito,  embora o Freddie seja naturalmente africano, eles haviam surgido na Inglaterra, assim diz a lenda, os sites da internet e a MTV.  Nossa, falar em MTV, eu era viciada demais nesse canal quando eu tinha entre meus 12 e 15 anos, mais ou menos. Passei pela fase Spice Girls(britânicas) e Hanson (que eram americanos, é verdade, mas eu achava o Taylor lindo, kkk). Sei que antes já haviam entrado na minha vida os Cranberries, ah, desculpe, impossível não perder o foco na Inglaterra, eles são irlandeses. Falar em irlandeses, como não lembrar do U2? Nossa, meu irmão brigava comigo para que eu emprestasse pra ele o cd do menino de capacete. Desculpe, mas aquele cd era meu, só meu. Lembrei de um grande amor da minha vida: Roxette!  Sim, suecos, como as propagandas do SBT, na época, gostavam de  salientar. É certo que eu não suportava mais escutar "It must have been love", de tanto que tocava nas rádios fm da vida por causa de "Uma linda mulher", inédito com a Julia Robets e o Richard Gere.  Mas pera, antes de tudo isso, existiu um tã nã nã nã nã nãm tã nã nã nã nã nã nã nãm apelidado de Take on me, cuja banda era o A-HA, (noruegueses),ah, meus tempos de criança! E tinha uma outra muito antiga também ( tá, exagerei) chamada Pet Shop Boys, ícone GLSBTYZHIJ, sei lá. Mas peraí, antes dos Hanson e Spice Girls,  tive outras síndromes, uma chamada Take That, com garotos lindos, maravilhosos e, adivinhem, com sotaque britânico!  Como eu poderia esquecer?
Nossa, cresci escutando tudo isso e mais um zillhão de bandas e cantores, como Guns'n'roses, Bon Jovi, Tracy Chapman, Michael Jackson, Stevie Wonder, Madonna, etc, etc.
Essa é a parte estrangeira ( que ainda terá continuação), logo mais, após um breve intervalo. Depois voltaremos ao Brasil e minhas bases musicais (como se eu fosse a própria cantora mega famosa super star brasileira, hahaha!).




U2 e seu Lemon (não sei explicar por que eu gosto tanto dessa música, porque sim, eles tem muitas , muitas outras bem maravilhosas).



Elton John e sua pequena dançarina. Acho essa muito fofa :)



Aaaaah! Não consegui colocar o clipe original aqui, que eu adoro! Quem quiser ver, veja! É psicodélico e bem anos 80, ou seja, bem minha infância.


Acho que os Beatles são os "papais" das minhas bandas preferidas, com certeza. Amo-os, como não amar? Embora eu tenha amigos realmente beatlemaníacos, well, na minha humilde opinião, existe vida além dos Beatles. :) Mas será que "nothing is gonna change my world"?




Um "crássico" da música internacional (ou que não é do Brasil, hehehe!)


A Tracy! Quando eu era menina achava que era um homem que cantava, hehehe! Acho a  voz dela fantástica e essa música é coisa linda de Deus!


"'Cause everytime I seem to fall in love, crash, boom, bang...", tinha uma outra que adoro, mas juro que não me lembro mais o nome, quando eu me lembrar, posto por aqui.

Por que eu vivo cheia de ridiculous thoughts e eu os escrevo aqui, hahaha. Amo demais. Tive uma fase de ser louca pelo Elijah, antes dele ser Frodo. Na época que ele era quase assassinado pelo menino de "Esqueceram de mim" num filme aê.

De longe uma das músicas mais bonitas da Madonna. Sim, postei peitos brancos no meu blog, fazer o quê, né? :p. Dizem as más línguas, que essa música é da época que ela arrastava as asinhas pro Antonio Banderas (e quem não teria arrastado?)


Gente, eu tenho bom gosto, é por que vcs ainda não me deram a chance de eu mostrar o um milhão de músicas que gosto, rsrsrs. Paciência, né? Só por que postei agora gatos gostosos e molhados pra compensar os peitos de Madonna? Por favor né...

Ainda sonho em me casar com o Gary ...

TO BE CONTINUED...

domingo, 3 de novembro de 2013

Sobre o medo de amar...





 Te amo( Vanessa da Mata)

Mas o pior não é não conseguir
É desistir de tentar
Não acredite no que eles dizem
Perceba o medo de amar
Eu cresci ouvindo anedotas, clichês e
Chacotas
Frustrações
Sobre amasiar, se casar
Se entregar seria fraquejar
Te amo, te amo, te amo
E se o tempo levar você
E um dia eu te olhar e não te reconhecer
E se o romance se desconstruir
Perder o sentido
E eu me esquecer por ai
Mas nós somos um quadro de Klimt
"O Beijo" para sempre fagulhando em cores
Resistindo a tudo seremos
Dois velhos felizes
De mãos dadas numa tarde de sol
Pra sempre
Te amo, te amo, te amo




               Algumas vezes me deparei com isso. Me deparei com meu próprio medo e me deparei com o medo alheio. Um dia eu e ele(seja lá quem for) seremos corajosos o suficiente para não termos medo do fim. O texto do Duvivier, no link abaixo, resume bem tudo isso. :)


http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2013/10/1363203-e-eles-viveram-felizes-para-sempre.shtml?fb_action_ids=10151771648487734&fb_action_types=og.recommends&fb_source=other_multiline&action_object_map=%7B%2210151771648487734%22%3A1415927875290683%7D&action_type_map=%7B%2210151771648487734%22%3A%22og.recommends%22%7D&action_ref_map=%5B%5D



Nossa, que saudades...


Revoltadinha

Eu, assim como milhares de pessoas, quero emagrecer, ficar bonitona, ser mais saudável e tals, isso é óbvio para a maioria de nós, inclusive para os homens. Quem não queria ser o(a) bonitão/bonitona? Mas destacar e concordar como forma de incentivo o fato de homens gostarem de mulheres do corpo "assim e assado", como vi em algumas páginas destinadas ao incentivo ao emagrecimento é muita submissão e falta de inteligência, na minha humilde e singela opinião. Isso não é incentivo, isso é: "emagreça pra que alguém se interesse por vc, por que de outra forma, tá difícil". Porque isso? É disso que precisamos? De alguém que se interesse pela nossa aparência perfeita ou por alguém que queria saber, de verdade e não só pra iludir ou usar, como estamos, o que gostamos e quem somos? Oras, mulheres gostam de homens bonitos também, é óbvio que sim, mas por que nós podemos abrir mão da "gostosisse" do homem e aceitá-lo e  amá-lo sem que ele seja necessariamente um modelo e o contrário não pode acontecer? É culpa da história da evolução? O homem sempre foi assim? Não, não acredito nisso. Ainda estamos na época das cavernas?O que acredito é: existe uma supervalorização da opinião do homem em relação a mulher, e eles (em boa parte) estão acostumados com isso, cresceram nessa vida onde é melhor procurar exibir a bonitona do corpão, é assim que acham que é o certo e nós aceitamos como certo também:  "ah, por que é da natureza!" . Da natureza o que? A culpa é nossa mesmo. Pode até parecer que sou “a metida a revolucionária feminista”, mas utilizamos do nosso corpo como a principal forma de fazê-los se interessarem e não estimulamos a inteligência deles. Quantas meninas se exibindo em fotos para ganharem mil curtidas dos caras, uma saída e seja lá mais o que for. Meninas! E quantas mulheres feitas também. Peraí, os caras obrigatoriamente sempre pensarão com duas cabeças? Isso será sempre aceito como normal? Onde estão nossos próprios desejos? Eles não existem? Ah, não sou santa. Mas não preciso apenas desse tipo de admiração. Por que não poderiam gostar de quem eu sou por dentro antes de valorizarem o que tenho por fora? Isso aqui é uma carcaça temporária. Muitos se salvam(embora eu não conheça tantos assim), disso eu tenho certeza. Para esses dou meus aplausos e quem sabe o número do meu telefone.




Tá, estou gordinha (não como a menina da foto, sem preconceitos, por favor!). Mas por que não?

Era para eu ter postado no dia dos professores, maaaaas...

Interessante isso de ser professor.  Lidamos com pessoas completamente diferentes umas das outras: crianças, adolescentes, gente da nossa idade, pessoas mais velhas. Uns calmos, outros sérios, uns alegres, outros arredios, uns amorosos, outros nem aí. Assim somos nós, seres humanos. Parece que nos sentimos renovados com a juventude de alguns e lembramos de como éramos quando mais novos e revivemos coisas já esquecidas.  Também aprendemos com a sabedoria de alguns e cultivamos nossa paciência constantemente, além de algumas vezes sermos adotados através de um carinho gratuito. De vez em quando fazemos amizades duradouras. Podemos ser admirados, sem existir um motivo aparente. Podemos ser odiados sem sabermos também o porquê. Não raramente, aparecem pessoas com personalidades que requerem um tempo de aprendizado para sabermos lidar.  Alunos/pessoas não chegam até nós com um manual de instrução. E assim aprendemos a abrir nossas mentes e a sermos mais tolerantes, muito tolerantes e nem sempre tolerantes. E, de quebra, notamos que conseguimos mudar algo na vida de algumas pessoas, vê se pode? Acordar com uma mensagem de um ex-aluno dizendo que estava escutando o cd com as músicas das aulas e saber que ele chorou com saudades, por que de alguma forma aquelas aulas fizeram diferença na vida dele. Saber que seus alunos tiraram notas melhores no colégio por causa das aulas do curso de inglês que você ministrou.Sim, eu sou boa no que faço! ;D

Às vezes vem o pensamento: será que é isso mesmo que quero para a minha vida? Na verdade, nem sempre dá tempo de pensar muito sobre isso entre uma aula e outra, um planejamento e outro, uma pressa ou outra para fazermos o nosso trabalho o melhor possível e dentro das condições existentes. É tão valioso compartilhar o que temos, que parece pouco, mas pode ser muito e pode ser multiplicado e que é capaz  de mudar  um pouco a vidas dos nossos alunos, ampliar seus horizontes e até mesmo a nossa própria existência. Cada aluno que passa deixa um pouco de si e deixamos com eles um pouco de nós, um pouco do que sabemos, um pouco do nosso tempo e um pouco da nossa história. Obrigada Professores!

Devaneando...

Eu aqui dialogando comigo mesma...

"-Um carro ou viajar?
- Viajar.
- Porque viajar?
- Por que o carro não vai me fazer tão feliz quanto viajar.
- Mas o carro é útil.
- Mas não quero viver pra andar de carro.
- Mas vc vai viver andando de ônibus?
- Um dia eu compro um simples, que sirva.
- Vai viver viajando?
- Não, eu preciso trabalhar pra pagar as viagens.
- Nunca vai comprar uma casa pra vc?
- Compro aos poucos.
- Não quer morar num lugar confortável? Comprar roupas melhores?
- Não preciso de muito.
- Mas todo mundo sonha com isso!
- Você se engana se acha que todos sonham com luxo.
- Um dia você vai envelhecer e precisar de dinheiro pra poder ter uma vida digna.
- Não posso prever meu futuro, mas terei sim uma vida digna, por que é tão pessimista? Farei bem ao meu coração enquanto não envelheço, terei boas lembranças, saberei que aproveitei minha vida, ao invés de passar o tempo todo sonhando com coisas que nunca fiz. Serei uma velhinha satisfeita e com dores nas costas, e contarei para os meus netos sobre os lugares e pessoas diferentes que conheci.
- Você sonha demais.
- Você se endurece demais."





quarta-feira, 21 de agosto de 2013

What doesn't kill you, makes you stronger

She wakes up very worried. I think she'll lose her bus again, then she will need to call the moto driver. She hates when it happens, because it's not something responsible to do. Her dream is to wake up early and naturally, without an alarm clock making such an awful noise. Well, it sounds perfect: to fall asleep naturally and wake up on time, just as a very healthy and responsible person should be. It's kind of complicated. She doesn't have any discipline to be so organized like this. She is always with her mind full of thoughts. She thinks and thinks. She makes many questions about what is going to happen, about what happened, about what she should have done. She's very sensitive and this is one of her biggest defects. 
Once, when she was thirteen, she used to go to school listening to Nirvana, Alanis Morrisete or whatever that causes interest to her ears. She didn't care about what she was dressing and maybe it doesn't sound really feminine. What nobody knew at that time, is that she was always deeply romantic.  And being romatic brings so much suffering...
She always had a crush on someone, every year, a different passion, a different guy to dream about...
Well, she's older now, she had  one boyfriend once and she thought that he could be her man, for the rest of her life. The truth is that nobody can control anybody elses lives. Whatever a person wants to do, sooner or later, she or he will do. And that's what happened. That man went away from her life, and she knew it was the right thing to do. Since then, she is trying to find out which is the best way to live life: being in a relationship or being alone. Which is better? Then, she thought about going to another country. In her opinion, this is like a good way to be out of her problems, or to find out if being alone is what she really wants or not. It's not really a question of wanting to be alone, but, maybe there isn't another option. She lost some trust in other people. What would you do if every time you try to love someone, this person never loves you in return? Is there something wrong with you or maybe you are not a really pleasant person to share a life with? Well, maybe this is exaggerated. I forgot to say: she's very exaggerated...
Then, she is always thinking: "-I could live my life on my own, without a man, I think this is possible. I'm alone for some time, I'm happy, of course I am! I have friends, I have my parents, my sister and my niece with me! I can travel alone if I want! I have my job! I don't need to trust in a guy that could never have the same feeling I may have! I think it's possible!". But, life plays some jokes, and then she notices that she can't control all of her emotions...
There is such an enormous power when people feel attracted to each other, that she would like to explain to herself why she can't be strong all the time. It makes her lose the notion of time, her selfishness, her pride. It's like: "-Where are you?" and then an answer comes to her mind: " - I'm dreaming! I'm loved! I want to feel this until the end of my life!". Well, the baloon of your dream has to explode!
Ok ma'am, come back to your life! The dream is over! You are too romantic, you have to keep awaken, because your life is more than a romance, do you remember about it? 
There is some drama, there is some comedy, there is some tragedy, there is some fiction, some thriller and maybe some horror too, well, I hope not! Remember that you are not living in a movie, though. Don't keep believing that your life doesn't belong to you, because it really does!
Well, maybe she is still thinking about why she can't keep dreaming all the time, she is such a dreamer... 
When she was a kid everything sounded so easy to get through, and it sounds easy for everybody, when we are kids, but one day she realized she was an adult and how fragile she was, even as an adult. She knew she had the responsability of being strong for the rest of her life. Well, I know she is always trying...



Imperfection, you are welcome to my life, to tell you the truth, I really love you. The imperfection gives me reasons to believe I can bring something special for someone, because if we are different and not perfect, we can complete each other. I'm happy with the imperfection. I can see its beauty.







domingo, 18 de agosto de 2013

"We come running..."

Me viciei no 8 tracks, muita música legal, umas listas de reprodução ótimas, músicas que nunca escutei antes e como sou viciada demais em buscar músicas novas, adoro de verdade. Enfim, vou ter que escutar só nos ônibus que eu pegar e quando eu estiver relaxando. Esses dias serão dias de luta. To lutando contra uns sentimentos infelizes que ainda me perseguem de vez em quando e lutando contra a minha falta de concentração no que deve ser feito. Sei que logo que eu terminar essa dissertação a vida será bem melhor, respirarei melhor, dormirei melhor, pensarei melhor e aí sim poderei me arriscar em outras coisas. Mas sempre tem a parte do sacrifício, já entrei neste barco, tenho que ir até o fim, deixar de fazer algumas coisas por algum tempo, me distanciar de alguns vícios e ler com a cara e a coragem os livros que preciso ler, visitar as agências que tenho que visitar, perseguir os professores que precisam responder meus questionários, caçar os alunos que faltam responder, tabular e analisar os resultados e escrever uma boa dissertação, embora eu não saiba bem se ela um dia será útil, mas terei um bom título que me permitirá algumas coisas a mais, pelo menos eu acho O.o. Depois disso, entregarei meu destino ao que meu coração solicitar. Quero ser bem feliz, da maneira que eu puder, mas sempre haverão pedras no caminho das minhas alegrias. Não vou abandonar velhos sonhos, realizarei-os da maneira que for permitido e vou seguir curtindo o que a vida puder oferecer de melhor. 



:)

E eu aqui, sonhando como sempre, 
esperando por novos horizontes, 
querendo ver a vida com mais beleza,
querendo enxergar além do que consigo ver, 
querendo sentir as emoções fortes novamente,
querendo que o amor se mostre real, 
querendo me sentir viva e completa,
querendo que os dias nunca terminem com a sensação de solidão, 
querendo que meus amigos preencham meus vazios indescritíveis,
usando a música como fuga,
usando os mínimos carinhos como preenchedores. 
Quero ser mais do que uma perseguidora,
quero ser realizadora, 
quero pegar o intocável e inalcançável. 
Quero a plenitude das palavras bonitas.



Before Sunset

São quase 4 da manhã, eu deveria estar estudando, mas resolvi assistir Before Sunset. Chorei feito criança durante esta cena...



quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Horizontes...

Andei revelando um pouco de mim. Isso soa criminoso. Mas devo me importar? Escrever permite que eu exponha minhas ideias com mais clareza, o que talvez não reflita no que eu falo, que sai com um pouco mais dificuldade. Sou tímida ainda para dizer o que eu penso. Para mim é um aprendizado lento. Tenho medo de falar besteira, de errar, de magoar dizendo a minha verdade, enfim, tenho essas coisas todas. Mas eu também percebi que falar o que penso é uma libertação, mesmo que não da forma que sempre quero.
Logo que recomecei a dar aulas de inglês meus amigos começaram a comentar que eu estava aprendendo a falar, por que antes eu era muito mais travada, de ficar um tempão calada, por que não sabia o que dizer. Quando comecei a ensinar senti a sala de aula como se fosse meu palco e como se aquele fosse o lugar onde eu deveria dar o meu show ( é, desse jeito mesmo, o trabalho exigia que fosse assim e assim eu aprendi). Eu me sinto muito livre ensinando este idioma. Não sei 100 por cento, igual um nativo culto, mas sei igual a um brasileiro que nunca esteve no exterior, mas que ama este idioma e o estuda todos os dias, então sei que desenvolvo bem minhas ideias. Até fazer meus alunos rirem eu consigo e antes eu nem sabia que eu conseguiria ser engraçada.
Minhas inseguranças sempre formaram uma lista enorme e sempre estiveram relacionadas ao meu corpo, ideias, autocríticas, preconceitos, dentre diversas coisas.  Quanto mais gente eu conheço, mas eu vejo que eu sou mais uma e não a única que se sente assim. Mas também percebo que muitos não têm medo de dizer o que pensam.
Quando ando por aí, fico observando as pessoas. Cada uma com seu mundo fechado, com suas aspirações e medos, com seus questionamentos, com seus motivos para serem pessoas amadas, com seus motivos para que alguém não goste delas, com seus gostos musicais, com seu problemas. Cada uma com a sua complexidade. Percebo bastante isto hoje em dia, as experiências tem trazido isto: a complexidade de cada pessoa, a individualidade e a incapacidade que temos de mudar os pensamentos alheios. Seria perfeito poder ter tudo do jeito que queremos. Se fosse assim fácil, acho que hoje eu já teria filhos e estaria casada, teria conhecido parte do mundo também.  Mas conviver exige que abdiquemos do nosso egocentrismo e egoísmo, o que não é nada fácil.
Eu tenho muitas aspirações, mas tenho noção do quanto eu sou passiva para muitas coisas. Sei que sou capaz de abdicar sonhos que antes eram minhas motivações para me adequar a outras pessoas. Sinceramente não sei o que é pior: deixar de realizar determinados sonhos ou deixar de dedicar um pouco mais de mim a quem escolhi amar. Logo penso que a maioria de nós tem feito, talvez, a opção de realizarmos primeiramente nossos sonhos. Já nos magoamos demais, não há o porquê de abrirmos mão de nossa realização pessoal, não é verdade? Tenho medo disso. Como qualquer ser humano, sou coração x razão. Sou mais coração, a maioria das vezes. Quando sinto que vou me machucar tento acionar o modo razão, mas acho que vim com um defeito de fábrica.
Eu poderia ser mais dura. Convivo com pessoas difíceis de lidar todos os dias, levo na cara todos os dias, mas isso não me impediu ainda de me apegar e de enxergar beleza onde nem todos enxergam. Tenho esse defeito gigante. Por exemplo: enquanto minha amigona diz que o cara é mó boçal e metido a besta, eu sempre lembro de quando ele observou que eu gostava de algo que ele também gostava. Sempre amenizo as coisas. Óbvio que isso só costuma acontecer se estou interessada de alguma forma. Enfim, interesse.
Hoje me sinto bem melhor que ontem, o peso tá diminuindo e percebo determinadas coisas mais como um exagero meu como sempre. As coisas talvez não sejam tão graves assim e talvez eu não seja tão boba...



Um gosto de sol (Milton Nascimento)
Alguém que vi de passagem
Numa cidade estrangeira
Lembrou os sonhos que eu tinha
E esqueci sobre a mesa
Como uma pêra se esquece
Dormindo numa fruteira
Como adormece o rio
Sonhando na carne da pêra
O sol na sombra se esquece
Dormindo numa cadeira
Alguém sorriu de passagem
Numa cidade estrangeira
Lembrou o riso que eu tinha
E esqueci entre os dentes
Como uma pêra se esquece
Sonhando numa fruteira


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Gente fraca...

Sim, eu dispenso os fracos. Já tenho minhas próprias fraquezas, prefiro a companhia dos fortes. Daqueles que um dia se magoaram comigo mas que tem capacidade de vir até mim e falar e conversar sobre isso. Daí resolvem tudo, melhora tudo, tudo se esclarece e podemos continuar vivendo muito bem obrigada. Os fracos que preferem se esconder, estes eu dispenso. Passe direto mesmo, o que eu posso fazer? Espera que eu vá até você, chame pra sentar perto de mim para tentarmos conversar? Não, não, já cansei de fazer isto. Que a vida passe para você desta forma, pulando seus obstáculos, fingindo que nada nunca aconteceu. Fique bem deste jeito, seja feliz, mesmo sendo fraco. Tenho pena da sua fraqueza, sempre esperei muito mais do que isto. Mas foi aí que eu errei.

sábado, 30 de março de 2013

Sobre o machismo...

Meu pensamento neste momento, está passeando por um lugar muito distante e triste, infelizmente, que nada tem a ver com este texto que estou escrevendo. Mas enquanto eu tentava me distrair, fui ler esse texto sobre a lei Maria da Penha. Fiquei impressionada com o que foi necessário acontecer para que existisse essa Lei, que com certeza não é cumprida à risca. Outro dia fui numa padaria, perto da passarela de Potilândia e no momento em que eu pedia uma tapioca,  aconteceu um acidente de carro. Não entendo muito de leis de  trânsito nem nada para saber quem era o culpado, muito menos fiquei procurando culpados, me interessava que havia acontecido um acidente e isso, por si só, é muito ruim. O fato é que um homem que estava dentro da padaria começou a esbravejar:"tinha que ser mulher, mulher é que faz essas coisas, me desculpem vcs mulheres, mas só mulher pra fazer uma coisa errada assim". Era um rapaz com idade próxima a minha, com certeza e seu tom de voz era aquele que ele deve , penso eu, usar ao chegar em casa, para pedir (ou seria mandar?) alguma mulher preparar a comida dele, colocar no prato e serví-lo, por que acho que na cabeça dele mulher não deve passar disso, uma pessoa que serve, além de ser um mero objeto sexual (se ele curtir mulher, quem sou eu pra saber?) incapaz de raciocinar. E esse comportamento, senhores e senhoras, é um que infelizmente eu vejo quase que diariamente.  O fato de sermos (generalizando) tratadas desta forma é tão marcante que muitas se vêem diariamente lutando para encaixar num parâmetro de beleza tal que as destaque da multidão, já que de outra forma costumamos ser pouco valorizadas, como se  as mulheres não gostassem de homens bonitos também, mas, como seres sentimentais que costumamos ser, conseguimos muitas vezes deixar isso de lado e amar do mesmo jeito. É óbvio que discordo das mulheres que pensam que devem ser as musas do verão para serem felizes, é óbvio que eu nunca iria querer um homem com este comportamento machista e minimizador de valores femininos do meu lado ou do lado de alguma amiga minha, mas as coisas ainda tem funcionado assim, pelo menos fora do meu círculo social, já que que  vejo minhas amigas tendo sorte com seus parceiros. Eu tenho certeza que uma parcela grande da culpa disto provém de nós mulheres, que deixamos isso acontecer e aceitamos como certo (mais uma vez, generalizando). Tenho um pai maravilhoso. Ele me criou para trabalhar, para me destacar onde eu pudesse (creio que eu o decepciono às vezes), que foi muito duro comigo em muitos momentos (e ainda é), mas que quando tem a oportunidade, me elogia e reconhece minhas vitórias, por mais simples que sejam. Ele lava a louça, limpa a casa quando pode, cuida de mim e dos meus irmãos desde sempre e da minha mãe, que agora não pode fazer muitas coisas em casa, devido às dores na coluna dentre outras coisas. Não lembro nunca dele encostando uma mão em mim para me bater. A habilidade que ele tem de me fazer chorar com as palavras, sem ter quase nenhuma reação física me fazem chorar o suficiente e acho que doem mais do que um tapa qualquer. Ele sempre procurou me lembrar que eu tenho que lutar por tudo que eu quiser conseguir na vida e que eu não devo me rebaixar a ninguém, ele, uma pessoa que sofreu preconceito por ser índio puro e "civilizado"(?), que veio lá do Oiapoque, que teve que morar com outras pessoas de favor para poder estudar e se tornar o homem que se tornou, ele, que tem cara de peruano, parecido com um chinês. Enfim, eu também acho que outra parcela da culpa disso é o caráter de cada um. Nascem pessoas com caráter e outras sem e não mudam, apesar da vida. Para mim é fato. Quando me recordo daquele momento na padaria, lembro que a única vontade que me deu foi de fazer aquele representante do sexo masculino sentir a temperatura da chapa na qual estava sendo preparada a tapioca que eu pedi, não, não é um bom pensamento esse e nós mulheres costumamos manter apenas nossos pensamentos vivos, nossas ações ainda, dificilmente, refletem nossas reais vontades de reagir. E eu, que outro dia estava me perguntando se ainda éramos discriminadas,  cheguei a essa conclusão.
Aqui embaixo o link com a reportagem que eu li:

quinta-feira, 7 de março de 2013

Paixonites...

É bom estar apaixonada. Ficar lembrando de cada sorrisinho e comentário bobo, de cada momento de timidez pelos quais acabamos passando e de como gostar é algo que não tem critério nenhum, basta que alguém consiga atingir nosso ponto fraco. Estou apaixonada. Não sei até que ponto estar apaixonada é realmente bom ou ruim, só sei que é um sentimento interessante. Nestes últimos três anos eu tive algumas paixonites. Algumas aconteceram da noite para o dia (literalmente), outras depois de uma longa conversa, outras depois de um longo período de conhecimento mútuo. Nenhuma foi correspondida da forma que eu gostaria e é por isso que continuo solteira, creio eu. É complicado. Não sei se é coisa minha, mas acho que a mulher dificilmente diz o que sente para o ser amado, a menos que ele faça isso primeiro. A única vez em que eu disse que gostava de uma pessoa sem ter sequer certeza de que era ou não recíproco foi aos dezesseis anos e, na ocasião eu levei um fora, do tipo: vamos ser amigos.
Quando eu tinha dezesseis anos eu queria viver meu mundo cor de rosa, acreditava no poder do amor e todas aquelas coisas que garotas com essa idade costumam sonhar, mas o fora até que foi bom para que eu crescesse. Hoje em dia, com quase trinta eu não tenho coragem de fazer a mesma coisa. Me sentiria meio ridícula, acho que me falta experiência nessa área da vida. Não sei como os homens olham para uma mulher depois que ela diz o que sente. Acho que facilita demais a vida deles, né? Mas ás vezes penso: se eu gostar de um rapaz e eu não tenho coragem de dizer para ele mas ele resolve dizer o que sente, eu iria achar ótimo, não é verdade? Engraçado como nós mulheres queremos igualdade nas coisas, mas nesse aspecto, eu confesso que mesmo tendo sido uma "revolucionária" ao me declarar para a fonte da minha paixão aos dezesseis anos, atualmente não consigo ser do mesmo jeito que fui, menos machista. Parece até que a definição do destino amoroso da gente sempre cabe aos homens. Eles decidem de quem vão gostar (afinal, existe muita mulher no mundo), decidem quem vão caçar, decidem tomar a iniciativa, etc, etc, e a mulher vai aceitando por que ela não quer se machucar. Mas não machuca do mesmo jeito ficar com um sentimento só para si mesma e nunca dizer o que sente até que ele dê o primeiro passo?
Quando estou apaixonada é terrível. Eu fico esperando a próxima oportunidade de falar com quem eu gosto, fico querendo agradar, sonho com a pessoa, imagino milhões de coisas. Ás vezes eu prefiro não estar apaixonada do que estar apaixonada sem saber se sou correspondida, mas, como já não sou mais criança, me resumo a apenas sentir o que sinto e tentar esquecer, sempre que vejo que não tenho chances. Adoraria que chegasse o dia em que eu me apaixonasse por quem está na minha.


Então...

Fica comigo. Fica comigo por eu te dedicar meu carinho, por eu querer saber sobre o se dia, sobre quem você é, mesmo que sua vida não lhe pareça interessante. Fica comigo, pois eu gosto do seu olhar e da sua companhia, mesmo que não seja rico , que não seja o galã de cinema, eu simplesmente gosto de você. Fica comigo por que eu gosto do seu jeito, por que sei que de alguma forma você gosta do meu. Fica comigo por ficar, não precisa casar, não precisa ter filhos, nem jurar amor eterno, só queria estar junto a você  e poder passar uma parte da minha vida ao seu lado, já que eu já aprendi que a paixão tem tempo determinado para durar. Fica comigo, eu gostaria de tentar te amar e sofrer por isso, por que mesmo que doa ás vezes, eu adoraria sentir essa emoção novamente. Fica comigo, mesmo sabendo que serei chata e confusa milhões de vezes na minha vida  e mesmo sabendo que um dia eu descobrirei os seus defeitos e você os meus. Fica comigo, mesmo sabendo que ninguém é de ninguém e que a vida continua e que você poderá conhecer outra pessoa da qual também poderá gostar. Fica comigo só para tentar. Fica comigo quem sabe, para tentar me amar, quem sabe para tentar me acompanhar ou quem sabe para me iludir. Fica comigo, embora eu não possa prometer mais do que isso e menos do que minha emoção.


"You're the funny little frog in my throat..." (Belle and Sebastian)





segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Sucesso é resultado de esforço

Tenho imensa admiração por uma pessoa que conheci ano passado, uma aluna particular minha. Ela tem aquele sotaque que acho bonitinho no qual enrola-se o "r". Ela e o marido moravam numa cidade do interior, se demitiram do lugar onde trabalhavam, com o dinheiro que juntaram depois de algum tempo trabalhando, rescisão e etc compraram uma kombi, mercadoria(roupa de cama,mesa e banho) e começaram a vender de porta em porta. Ralaram bastante e hoje em dia tem representantes do negócio em vários estados. Possuem duas mega casas,carrões e etc e ano passado viajaram pela primeira vez para a Disney(daí fui dar aula para ela poder se virar por lá,rsrs)  e, obviamente, sofrem com a  inveja alheia. Hoje ela estava me falando disso. A resposta que ela sempre dá a essas pessoas que se cansam de vê-la viajando com seus dois filhos pequenos e aproveitando a vida quando não está trabalhando, aos 34 anos é somente essa: trabalhe, se esforce que você consegue. Também conheci um senhor muto bacana ano passado, um advogado, que sempre curtia as férias dele com a família em algum ponto do planeta e não sabia uma gota de inglês (isso prova que não saber inglês não é exatamente um empecilho na vida de ninguém). Ele me mostrava na maior simplicidade as fotos das viagens dele pelo mundo e eu sempre dizia pra ele: um dia quero ser como você. E o que ele sempre me dizia era: se esforce, trabalhe que você consegue. Então acho que é isso mesmo. Comecei a trabalhar para ter uma bolsa para estudar inglês, hoje em dia é isso que me sustenta e me sustentará por algum tempo.  Então eu acho que tenho lá o meu sucesso pessoal. Logo logo realizarei metas que sempre sonhei em realizar. Então oque eu quero dizer é: nem sempre a fortuna ou sucesso alheio é apenas sorte, pode ser, sim, resultado de trabalho, de muito trabalho, esforço, estudo e muito suor.



sábado, 9 de fevereiro de 2013

"- Hey lady, you deserve better than this!"

Não sei se devo chamar de maldito ou bendito aquele que toca na minha ferida, aquele que atinge meu ponto fraco e que descobre o que me atinge. Não sei qual nome dar. Sei que o erro é amigo e consequência das minhas diversas tentativas de amar. Que venha então a próxima tentativa e quem sabe finalmente um acerto.






domingo, 3 de fevereiro de 2013

Independência emocional


 Três anos atrás eu não sabia o que era pegar um ônibus sem chorar, assistir um programa de tv sem chorar, sair com as minhas amigas para uma festa e não chorar. Não era um choro normal, era um choro de desespero. Eu mal conseguia respirar. Eu não conseguia dormir, parecia que o mundo tinha acabado. Meu pai olhava pra mim e perguntava se alguém tinha morrido, embora ele soubesse direitinho o que havia acontecido. O fato é que eu estava sofrendo de abstinência, daquele dia em diante eu teria que viver sem um namorado do meu lado, sem ter alguém com quem compartilhar os mínimos detalhes e prazeres da minha vida e isso iria acontecer por que eu havia finalmente decidido que seria assim, após longos anos. Por que eu sabia que eu não estava feliz, apesar da dependência que eu tinha da companhia daquela pessoa. Nossa, acho incrível quando eu olho para os anos que passaram e vejo o quanto eu me enriqueci de força e superação durante este tempo e ainda reaprendi a ver a minha vida com outros olhos. Hoje eu vejo que  não preciso namorar para ser feliz, não preciso ter um namorado do meu lado para dar risadas ou preencher meus dias. Estou independente deste sentimento. Não, eu não tenho nada contra relacionamentos, especialmente os saudáveis, nos quais cada um vive sua vida embora as compartilhem um com o outro. Não tenho absolutamente nada contra, pelo contrário, um dia quero ter a oportunidade de voltar a amar alguém desta forma (sem esquecer de me amar primeiramente, é claro). Aguardo verdadeiramente por este dia. Mas é um aguardar mais leve, mais risonho, onde vejo um mundo de oportunidades, onde vejo que não quero qualquer pessoa para chamar de amor. Onde vejo que eu tenho gostos e preferências que são direitos meus, onde sei que posso aproveitar, já que não aparece o meu homem digno, para estar só e fazer amizades diversas, viajar para algum lugar distante sozinha, sem que alguém sinta ciúmes ou se sinta excluído ou sem que eu tenha que sempre pensar em outra pessoa primeiro para tomar as minhas decisões. Além disso posso correr riscos, riscos como o de me apaixonar durante estas viagens e na semana seguinte esquecer. Posso trabalhar bastante e lembrar que mesmo que eu esteja sim, atolada de trabalho, eu faço isso por mim mesma, pelo meu futuro, pela minha realização pessoal. Soa egoísta? Não acho que seja egoísta, acho que isto é essencial. Temos que estar muito bem sozinhos, muito bem mesmo, antes de permitir que alguém ingresse novamente no nosso território pessoal e provoque emoções que, obviamente, precisamos viver. Precisamos estar bem para não aceitar qualquer companhia, para não nos envolvermos com alguém que não tenha o mesmo valor que sabemos que temos, precisamos estar firmes para saber o que queremos ou não queremos nas nossas vidas, precisamos usufruir um pouco do que a vida oferece antes de tomar decisões importantes. Não quero namorar por namorar. Fico me perguntando como algumas pessoas conseguem, eu não acho isso legal. Namorar é para ser algo bom, envolve sentimentos, que não deveriam ser insignificantes. Por isso prefiro ficar só enquanto não gosto verdadeiramente . Vou ficando, sim, acho que muita gente fica. Há pecado em ficar? Sei lá, eu não vejo nada de errado nisso, pode ser que alguém veja, eu já parei de achar que fosse algo tão ruim já faz algum tempo. Mas o bom mesmo é ficar com alguém com quem temos um certo nível de amizade, de entendimento, conhecendo bem a pessoa, se sentindo bem com ela e com maturidade suficiente para entender que pode ser que não vire namoro. É sempre uma faca de dois gumes, em algum momento o sentimento pode surgir. Mas isso é arriscar e arriscar faz a vida ter mais graça. Mas não é regra, podemos passar um ano, dois anos sem estar com alguém, isso é obrigatório? Na minha opinião, de forma alguma, cada um sabe do que sente, cada um sabe dos seus limites e todos nós sabemos que somos seres que conseguem viver bem sem depender emocionalmente de relacionamentos sérios a serem atualizados no Facebook ou na vida que há por trás do mundo virtual.

Portanto:


SEJA FELIZ! Seja feliz sem depender de alguém para isso! Seja feliz da forma que der! Seja feliz tomando o seu café com tapioca no final da tarde ! Seja feliz por poder comprar ou fazer o café e a tapioca! Seja feliz ouvindo alguma piada lesa que algum amigo seu te conta! Seja feliz por ter amigos! Seja feliz por que conseguiu um emprego legal! Seja feliz por poder procurar um emprego! Seja feliz por que vai realizar algo que sempre quis fazer! Seja feliz por saber que ainda existem possibilidades de vir a realizar algum sonho! Seja feliz ao dar um abraço apertado nos seus pais! Seja feliz por ter seus pais perto de você ou por eles estarem vivos, ou por poder lembrar deles! Seja feliz por ouvir a sua sobrinha de três anos dizer que  te ama quando você menos esperava! Seja feliz por poder ver as crianças da sua família crescendo! Seja feliz quando vê seus amigos compartilhando fotos dos seus filhos recém-nascidos! Seja feliz por ver nos olhos deles o quanto deve ser fantástico ter um filho! Seja feliz por sentir os aromas ao seu redor! Seja feliz por respirar! Seja feliz por poder andar na praia no final da tarde! Seja feliz por estar saudável! Seja feliz por poder se tratar! Seja feliz por conseguir escutar aquela música que você tanto ama! Seja feliz por conseguir ler as besteiras que escrevo! Seja feliz, só isso! 



"Love Foolosophy" do Jamiroquai, amo essa música!




quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Sobre ser ou não ser "internacionalista"

Outro dia publiquei isso no meu face, é mais ou menos o resumo do que eu realmente penso sobre ser ou não se "internacionalista", como dizem, embora este termo tenha diversos significados como pude verificar depois de uma rápida pesquisa. Mas neste caso, é a palavra que vou usar e que vi usarem, relacionando-o ao assunto tratado no meu post. Este clipe é de uma banda aqui do Rio Grande do Norte, nunca os assisti ao vivo. Eu curto coisas alternativas, embora nem pareça se as pessoas fossem me julgar pela aparência, mas meus amigos sabem que gosto. Eu cresci em Brasília, acho difícil não gostar de rock e música internacional se ouço desde criança. Este clipe foi filmado em Natal.


"Eu curti esse som, é verdade. Embora eu ache cômico-interessante-estranho esse amor que tenho(temos?) de cantar em inglês. Outro dia fui indiretamente chamada de internacionalista (acho que todo professor de inglês - e qualquer outro idioma que não seja português - em algum momento é chamado disso, mesmo que indiretamente). Creio que eu não seja a única neste imenso Brasil que gosta tanto de falar e cantar neste idioma. Queria saber explicar o porquê, por que eu realmente não encontro explicação. Eu acho que até falo português direitinho, pra não me dizerem que eu deveria aprender primeiro meu idioma nativo antes de qualquer outra coisa. Na verdade, se dependesse de mim, eu aprenderia mais de 5 idiomas diferentes pelo menos, aprenderia a tocar mais de 5 instrumentos pelo menos, conheceria mais de 5 países pelo menos, faria um bocado de cursos de graduação pelo menos, ou seja, não me cansaria de assimilar conhecimentos em áreas diferentes, de culturas diferentes, de sons diferentes, simplesmente por que eu sou assim. Simplesmente por que acho muito legal poder me comunicar utilizando vários códigos verbais/não verbais e sonoros. Prefiro que digam que sou alguém que não se prende só ao que é produzido e/ou existe no meu país, que não me prendo somente ao que eu aprendi, mas que busco aprender sempre. De qualquer forma, ser chamada de internacionalista por que eu também amo outro idioma é um pré-conceito, ou talvez um conceito que nem seja tão pejorativo, será? É certo que não vou ficar mostrando uma adoração por bandeiras e símbolos que não representam a minha pátria só por que gosto deste idioma. Gostar do idioma é uma coisa, fingir que nasci e cresci em outro país é algo completamente diferente."






Pois é, amar outros idiomas não significa desamar o meu idioma nativo ou a minha pátria.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Sobre quem eu sou, quem sou eu, quem eu seria, quem eu deveria ser, quem eu acho que sou...

Então...
Falar sobre quem somos. Bem, eu não creio que isso seja fácil, embora aos 29 anos de idade já tenhamos alguma ideia. Já deu tempo de escutar elogios, críticas e também de serem feitas muitas observações. 
Eu tenho certeza que eu sou engraçada porque meus amigos riem muito comigo, não que eu queira ser engraçada, mas acho que é natural, eu devo fazer coisas que eles acham engraçado, deve ser isso. Minha risada deve ser mais engraçada do que as coisas que faço e falo, pois diversas vezes eu comecei a rir e quando olhava para os meus amigos novamente, estes já estavam chorando de rir e daí começava uma crise interminável de riso, que eu acho, particularmente, maravilhoso quando acontece. Eu gosto de pessoas que riem gostoso, que não tem medo de dar risada, que não acham que risada é demonstração apenas de nervosismo, mas sim que também estamos incontrolavelmente nos divertindo com alguma bobagem. Eu rio de nervoso também, mas só quando fico com vergonha de algo. Em momentos  sérios eu não tenho vontade de rir. Conheci pessoas que começavam a rir quando se começava a falar algo sério com elas. Eu não gosto de conversar com alguém sobre algo sério e esta pessoa começa a rir incontrolavelmente na minha cara, me sinto mal, é como se a importância do que eu estou falando fosse zero. É, eu tenho muitos lados. Um lado divertido e um lado sério, bastante sério.
Sobre a minha seriedade o que eu tenho a dizer é que com o tempo fui aprendendo a viver a vida de forma mais leve, mas às vezes não consigo fugir da situação de ser muito autocrítica ou de criticar mentalmente as pessoas que eu acho que são diferentes demais de mim. Na verdade eu não me preocupo tanto com as pessoas que se diferem de mim, me preocupo mais com as pessoas que eu gosto de verdade e às vezes sou crítica com elas. Eu aprendi a ser crítica, eu tenho certeza disso. Eu costumo dizer o que eu penso, embora eu não goste de magoar ninguém, mas em algumas situações não consigo controlar minhas opiniões e isso deve magoar bastante, embora eu tente de todas as formas não magoar. Perco a oportunidade de me sentir melhor quando não falo e perco a oportunidade de evitar atritos quando eu falo. É estranho isso. Por diversas vezes tenho optado por ficar na minha que parece ser mais lucrativo. Se me incomoda, é melhor eu me afastar. Mas e se for algo que vem de alguém que amo? Aí o jeito é aguentar o máximo que se pode(não tudo), ainda mais se tratando de ligações sanguíneas.

Me disseram que esse cachorrinho é a minha cara, hahaha!

Tenho inseguranças. Eu tenho certeza que sou bonita, mas porque cargas d'água, eu me sinto diversas vezes menos bonita que as outras, mais desengonçada que as outras, gorda demais, feia demais, etc. demais? Era para eu ter mais confiança nisso. Às vezes acho que dou importância em demasia para a aparência. Não, eu não escolho "homens-modelo" para me relacionar. Não, eu não sou modelo, muito  pelo contrário, sou gordinha, tenho nariz de batatinha, bocona, sou baixinha e mesmo assim ainda me acho bonitinha. Então por que acho que dou tanto valor para a aparência? Será que foi o bullying na infância (existe algum ser nesse mundo que nunca sofreu bullying?). Quando eu era criança me chamavam de todos os apelidos possíveis para gordinhas, embora eu nunca tenha sido exatamente obesa, inclusive o primeiro menino que gostei na vida. Quando fiquei adolescente, os amigos do meu irmão me chamavam de monga, devido à minha forma de andar totalmente desengonçada (que até hoje tento corrigir) e ao fato de ser meio rechonchuda na época. Bem, na época isso me afetava muito, ainda hoje me afeta. Em determinada ocasião em que eu estava estagiando, já na faculdade, vi de longe um colega meu que eu adorava inclusive, imitando a forma que eu andava para os meus outros colegas de estágio e vi todos rindo. Me senti muito mal neste dia. Eu já namorava, mas mesmo assim, o fato de meu namorado na época dizer milhões de vezes que eu era linda e blá blá não me ajudava a me sentir tão bem. E depois que meu namoro acabou e pelos motivos que acabou me senti ainda mais feia. Nesta época perdi meu apetite, emagreci devido a frequentar a academia (que me ajudava a relaxar) e por que eu não sentia muito prazer em comer. Nesta época fiquei mais bonita (embora isso seja contraditório, se eu levar em conta que só emagreci por que sofri), meu andar continuava desengonçado, mas os rapazes começaram a me notar mais, é claro que eu queria mesmo ser notada, queria encontrar alguém que  me amasse, embora até hoje, quase 3 anos solteira, ainda não tenha acontecido.Acho que me tornei uma pessoa muito carente. Eu tenho carinho dos meus pais(ao modo deles), da minha irmã, da minha sobrinha, da minha ex-cunhada, dos meus amigos, mas aquele outro tipo de carinho de vez em quando faz muita falta. Mas também parei de criar na minha mente a existência de homens perfeitos para relacionamento. Mas acho que há de existir um perfeito para conviver bem comigo e gostar de quem eu sou e que seja recíproco, mas deixarei este assunto para depois. A carência de qualquer afeto que eu não tenha hoje em dia está sendo bem preenchida pelas minhas boas amizades e pelo prazer que tenho em trabalhar e viver a minha vida do meu jeito. Todos temos defeitos e devemos estabelecer um bom convívio com eles.Talvez eu nunca deixe de ser desengonçada e quem um dia vier a me amar nem vai ligar pra isso, quem liga para estes tipos de defeitos quando a outra pessoa simplesmente nos faz bem? 
Eu sou sensível, mas também sou forte. Já vi muita coisa na minha vida que gostaria de não ter visto, já passei por situações que não gostaria de ter vivido, já sofri feito o cão. Não, eu nunca passei fome. Espero nunca passar. O que eu quero dizer é: embora eu não tenha sofrido ou sofra tanto quanto muitas pessoas sofrem neste mundo eu já passei por algumas provas para saber se sou uma pessoa forte ou não. Já pensei muita besteira, já quis ir embora dessa vida, já quis fazer estrago, mas isso passa, passa sim, passa por que temos que manter a luz dentro de nós sempre acesa, pois a vida não deve ter sido nos dada à toa. Como posso ser sensível e forte ao mesmo tempo? Talvez porque quando é pra sofrer eu não consigo agir de outra forma que não seja realmente sofrendo. Sou forte, por que eu consigo superar os sofrimentos e elevar minha vida a patamares melhores.
Sou generosa. Embora muitas vezes eu não saiba se isso é bom ou ruim. Consigo ajudar ajudar e depois me lascar todinha. Consigo ajudar e ajudar e me sentir muito feliz por ter ajudado. Consigo ajudar e  ajudar e nunca receber reconhecimento por isso. Consigo, inclusive, ajudar outras pessoas a se tornarem melhor e essa foi uma das coisas importantes que já vi acontecer na minha vida.
Acho que não consigo mais falar sobre quem eu sou por hoje, acho que com o tempo dá pra ter alguma noção sobre a minha personalidade de acordo com o que eu for escrevendo e publicando aqui.

Até o próximo post!