quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

E a saga continua...

Vamos lá, vou terminar a história que eu estava contando até eu chegar ao mestrado. Bom, fiquei lá, fazendo a pesquisa por mais alguns meses, entrei novamente no hotel que eu havia trabalhado antes, passei só um mês (o rapaz dos recursos humanos disse que eu estava proibida de voltar lá,brincando claro!) pois logo recebi um resultado muito esperado. Durante esse mês que estava no hotel resolvi tentar uma vaga como professora de inglês novamente. Acho que essa pergunta não poderia faltar: e por que eu não tentei voltar a ensinar antes? Porque pra  mim o meu inglês estava morto e eu não me sentia totalmente capaz de ensinar novamente, por não ter me formado nessa área, por não ter vivido no exterior ainda, por diversos motivos. Daí deixei minha falta de confiança de lado e disse pra mim mesma que eu devia ser otimista novamente, fui até a escola deixar meu curriculo, estudei bastante pra revisar o que eu já sabia e tentar aprender um pouco mais (mesmo sem saber se eles iriam ligar ou não para mim), até que um dia recebi a ligação dessa escola me chamando para fazer parte da seleção. Primeiro foi uma prova escrita (com algumas palavras que confesso que nunca tinha visto antes na vida) e um listening horrível de complicado. Mas eu confiei em mim mesma e fiz o melhor que eu pude e passei na prova. Depois me chamaram novamente para dar uma aula, para a coordenadora dos cursos de idiomas, uma psicóloga e a outra coordenadora do projeto para o qual eu teria que ensinar. Me falaram o tema e tive alguns dias para preparar a aula. Fiquei nervosa, óbvio, pois não conseguia nem ter idéias para planejar essa aula, mas acabei planejando e dei a aula, então Deus me ajudou novamente e passei. Demorou mais ou menos  uns 2 meses para que eu começasse finalmente a dar aulas, pois ainda não havia uma turma pra mim, acabei conseguindo duas e depois 3 turmas para ensinar.
Neste período eu dava aulas das 14 horas até as 21 horas, de segunda á sexta, com uma horinha de intervalo, só chegava em casa umas 23hs, pois eu moro distante de onde eu ensinava e dava aula nos sábados pela manhã, das 8 horas da manhã até as 12. Era muito puxado, mas confesso que botei meu coração nesse trabalho e no meu objetivo de entrar no mestrado, tentei executar a minha missão da melhor forma possível. Nessa mesma época eu tinha que fazer meu anteprojeto para entregar em setembro, e as aulas de inglês começaram em agosto.
Enquanto eu estava só na pesquisa , a Ju me perguntou se eu queria mandar um artigo pra um Fórum, que iria acontecer em São Paulo, daí eu disse que sim, mas só fui ajeitar o artigo no último dia do prazo, mas deu tempo de mandar. Tempos depois fiquei sabendo que meu artigo havia sido aceito, logo eu teria que ir apresentá-lo em São Paulo. Tudo aconteceu da forma certa, mandei o artigo sem sequer saber se eu teria dinheiro para viajar, ele foi aprovado, consegui um trabalho legal e flexível para poder viajar. Mas e o anteprojeto? Eu teria que entregá-lo antes de viajar e nada vinha até a minha cabeça(como sempre, eu nunca tenho inspiração!), sei que faltava uma semana e nada. Eu fiquei com medo, pois eu já estava com tudo pronto pra viajar mas o anteprojeto, o mais importante, não estava pronto. Lá fui eu tentar escrever, escrevi e entreguei, fiz minha inscrição às pressas, depois fiz os slides da apresentação do artigo, mesmo tendo que dar aula e arrumar as coisas da viagem. E viajei.A viagem foi maravilhosa, mas não vou entrar em detalhes agora.
Sei que depois que fiz a inscrição, teve a prova de proficiência em inglês, que fiz sem dicionário unilíngue, tirei uma nota legal, meu projeto foi aprovado, depois passei uns dias sem dormir direito estudando pra prova escrita sobre conhecimentos gerais em Turismo e até pedi dispensa das aulas por uns dias, fiz e tirei a nota mínima para passar e em seguida, veio a entrevista. Foi um momento TENSO! Me senti como uma participante do "Aprendiz " na sala de reunião. Esperei ainda um tempo pra receber o resultado, mas quando recebi foi maravilhoso. Recebi muitos parabéns e minha auto-confiança se engrandeceu, pois esse foi um feito que eu achava muito difícil de alcançar. 
Não tenho a intenção de escrever algo sobre auto ajuda nem nada disso, mas quem me conhece de perto e viu como eu estava ano passado, sem muitas esperanças, achando que não conseguiria muita coisa e sempre triste, sabe que entrar no mestrado foi algo importante pra mim. 
Sei muito bem que a minha vida não é pior do que a de muita gente, sei que meu sofrimento, seja ele qual tiver sido, era pequeno diante do que muita gente passa, mas eu sou de carne e osso e tenho minhas fraquezas, e eu superei muitas delas esse ano que passou e sei que estou a caminho de ser uma pessoa mais forte, mais madura e mais centrada. Estou aí em mais uma etapa da vida, que eu tenho esperanças que será muito boa!
Este vídeo abaixo é de uma música que eu ouvia muito quando eu me sentia cabisbaixa para enfrentar minha vida, escutá-la  sempre me faz um bem danado, apesar do meu contexto ter tido um final diferente. O que vale  de verdade é a esperança de ser feliz, dia após dia.



"It's time to make a start
to get to know your heart
time to show your face, time to take your place

In every speck of dust
In every universe,
When you feel most alone, you will not be alone"



(My shadow/Keane)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Inspiração que não vem...

To tentando achar inspiração, mas vou seguir umas dicas que minhas amigas mais experientes em escrever artigos me deram. Vou reler os textos de Foucault e Giddens e tentar ver novamente o que eu poderia fazer. É a primeira vez que irei escrever um artigo teórico sozinha, nunca fiz isso, espero que fique bom. A professora quer lançar uma coletânea, quem sabe meu artigo entra no meio, mas acho difícil. Eu li os artigos de outros alunos, que ela gostou, e vejo que até eu atingir aquele nível de escrita será necessário praticar e praticar. 
Eu escolhi fazer mestrado porque estava passando por uma fase meio complicada, complexa, transformadora, diferente, divisora de águas, de amadurecimento, enfim, acho que todo mundo passa por isso ao menos uma vez na vida. Um momento de perda de estrutura emocional momentânea (que dura alguns meses, mas sempre tem as recaídas, até sua alma ficar totalmente curada) para enfim retornar ao ponto de equilíbrio. Com a ajuda de meus amigos, parentes, pessoas que me conhecem e que demonstram gostar de mim, acabei conseguindo entrar no mestrado.Óbvio que não foi fácil: tive que elaborar um projeto, apresentei o meu primeiro artigo num Fórum em São Paulo (claro que tinha o pretexto de viajar, nossa e que viagem boa!), estudei bastante pra fazer uma prova escrita e passei em sétimo lugar  na classificação final. Me orgulho bastante disso, mas sei que o curso de mestrado em si será ainda mais desafiador do que o processo seletivo. Hoje até me perguntei: como vou concluir as disciplinas de mestrado todas se nem o primeiro artigo teórico da disciplina como aluna especial eu estou conseguindo escrever????OMG!!!Bom, na verdade eu sei que vou conseguir, mas pra isso eu terei que exigir mais de mim, me concentrar e enfim tentar fazer.

Fazer mestrado em Turismo nunca foi realmente o meu sonho, na verdade eu queria fazer um mestrado sim, mas acho que em outra área, em letras talvez, só que eu me formei em Turismo, foi meu primeiro vestibular. Quando eu fui fazer minha inscrição minha mãe me perguntou: "Porque você não faz Letras-Inglês? Você gosta tanto de idiomas!" e eu respondi sem pestanejar: " Mãe, eu não quero ser professora! Quero trabalhar e viajar bastante!"( gente, eu tinha 17 anos, perdoem minha ignorância, kkk). Sei que hoje me arrependo amargamente por ter falado isso, pois no meio do curso eu queria desistir e pensava: "Pra que serve esse curso??? Eu estagio em coisas que qualquer pessoa com Ensino Médio poderia fazer!!!". Cheguei a enrolar uns dois anos o curso, pagando uma ou duas disciplinas, por que pensava em fazer outro vestibular, largar de mão mesmo, só que nunca fiz o outro vestibular, só fazia estagiar e atrasar meu curso. Daí acabei concluindo. 
As pessoas podem de repente se perguntar: "E por que você não foi atrás do que você realmente queria?", não sei, medo de passar muito tempo tentando vestibular, ver todo mundo se formando e eu ficando pra trás, ver que meus pais se orgulhavam de me ver na universidade enquanto eles nunca tiveram essa oportunidade.
Minha primeira experiência profissional foi como professora de inglês no curso que eu fazia, a minha professora me achava ótima aluna( e eu sempre adorei as aulas de inglês) e resolveu pedir para que eu fizesse o teste para a monitoria, me tornei monitora, tempos depois virei professora mesmo. Mas acabei parando de ensinar por que eu queria estagiar na área na qual eu estava me formando, afinal eu tinha que ter experiência para conseguir um bom emprego na área (era assim que eu pensava). Sei que primeiro estagiei no aeroporto durante 2 anos, em um hotel por 3 meses e em um parque ecológico um ano e pouco. Me formei, trabalhei 3 meses no hotel mais luxuoso de Natal( que nem é essas coisas todas, vale salientar!), me demitiram por que achavam que eu não tinha jeito pra função, daí entrei em outro hotel (pra desempenhar a mesma função) e fiquei por lá um bom tempo, até passar num concurso público temporário( sim, claro que tentei os concursos e ainda irei tentar novamente no futuro), daí houve um corte e me tiraram de lá. Esse corte foi bem na época em que houve aquela ruptura lá que eu falei, que foi o fim de um relacionamento de 6 anos e pouco sobre o qual não irei falar agora, nem sei se irei falar, por que é melhor deixar pra lá. Sei que foi duro passar por tudo isso ao mesmo tempo.
Aqui em casa, desde que eu comecei a trabalhar, meus pais se sentiram mais independentes( ou seja, eu compro o que eu precisar, não peço para eles e eles não me dão). mas tudo bem, esse é o certo né? Daí, quando eu me vi sem trabalho, tendo que fazer das tripas coração, enviar currículo de novo, etc etc, me deu muita angústia e só sabia chorar, mais nada. E sempre fui do tipo que batalha, mas desta vez eu me vi completamente só no mundo. Aí Deus( sim, eu acredito nele!) colocou uma pessoa novamente no meu caminho (aliás, eu acho que ele sabia já que eu ia precisar e nunca deixou essa pessoa se afastar completamente) para que eu voltasse a me reestruturar, mas como tudo é sacrifício, foi aos poucos mesmo.Fui trabalhar fazendo pesquisas na rua, pesquisa de mercado, aonde eu abordava as pessoas (o povão mesmo) na rua e aplicava um questionário. Não vou dizer que fazer isso é fácil, eu tinha que fazer muitos questionários para receber uma graninha legal, levava muitos foras e fazia sozinha, sem ninguém pra me dar apoio moral e etc, algumas vezes voltava pra casa chorando, por que eu me sentia mal, por ser formada, já ter trabalhado numa instituição pública federal temporariamente( nossa, como eu me achava né?), e de repente ter que encarar esse trabalho com humildade. Mas eu fiz o que pude e encarei, achava até divertido, passava meu tempo, via outras pessoas e agradeço até hoje a Ju, por ter me dado essa oportunidade.Nossa, foi um rolé pra chegar até o mestrado, ainda tem mais e estou com preguiça de escrever agora. Depois eu termino.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Olá!!!

Primeira vez que resolvo começar a escrever em um blog e embora eu estivesse agora a pouco cheia de coisas para escrever de repente tudo desapareceu, hahahaha, acho que é por que estou pensando na possibilidade de várias pessoas virem aqui e ler o que eu estou escrevendo, tenho certeza também que vou errar muita coisa em relação a gramática e etc. Acho que deu pra sentir que sou um pouco insegura né? Eu sei, eu sou mesmo, mas quero muito melhorar esse aspecto da minha personalidade.
Então, a primeira pergunta é: porque você resolveu criar esse blog???? Por que as vezes quero desabafar e não tem ninguém "on" no msn, por que me sinto só, por que preciso de novos amigos( e acho que um blog deve ajudar, sei lá!), porque me pergunto muitas coisas todos os dias e me sinto limitada para me expressar, porque sei que escrever pode ajudar, seja lá de que forma for.
E quem é você (acho que essa era pra ser a primeira pergunta, rsrsrsrs)??? Eu sou uma pessoa comum, de uma família comum, cheia de problemas igual a qualquer pessoa comum, com muitas perguntas na cabeça igual a todo mundo, que irá iniciar o mestrado esse ano e que tem um artigo pra escrever e está sem coragem nenhuma pra fazer(Deus me dê concentração, por favor!!!!Sim, eu acho que vou falar o nome dele algumas vezes, embora eu não seja de nenhuma religião específica, mas isso não vem ao caso, até mesmo porque não quero ficar discutindo sobre isso), e que tenta ensinar inglês, afinal essa foi a chance que me deram a algum tempo atrás. Estou começando uma vida nova e não sei bem o que o futuro me reserva, estou me reacostumando com a solidão, pois não tenho mais uma pessoa que sempre está do meu lado para desabafar. Se eu tenho amigos? Sim, claro que tenho, mas aqueles com os quais eu tenho mais contato agora são amigos recentes e não é tudo que falo com eles, aliás, depende do amigo, com alguns eu converso algumas coisas, com outros falo mais de outras coisas, e assim vai, acho que não tenho aquele com o qual eu fale de tudo, acredito que isso irá acontecer com o tempo, amizade não deve ser forçada, é como adquirir novos irmãos durante  a caminhada da vida e para isso é necessária uma certa convivência,conquista da confiança, tempo e paciência.
Acho que ainda vai dar vontade de escrever mais alguma coisa hoje, com certeza(putz, tenho que dar uma olhada nas novas regras, sinto que tem algo errado aqui!) vou voltar aqui e querer escrever algo mais, ou então vou esquecer por hoje e deixar pra depois. Então é isso, volto assim que eu puder, quiser, tiver tempo, sei lá.
Hoje aprendi uma expressão nova: "narrow minded".

I'm not a narrow minded person (well, I think I'm not.)